10.3.07
Vimes

A obra de vime tem acompanhado o povoador madeirense; os artigos de uso comum satisfaziam as necessidades funcionais, tanto dos artesãos como dos agricultores. A indústria dos artigos de vime teve o seu início na Camacha, em 1850, onde ainda hoje em dia se conserva, sendo o seu centro de maior produção.A esta indústria tipicamente artesanal dedicam-se homens e mulheres. A cultura do vimeiro ocupa quase toda a ilha. O vime é constituído por varas de tamanhos e diâmetros variáveis, produzidos pelo vimeiro. Cortado, descascado, secado; o vime segue então para a fase de transformação, sendo utilizados no fabrico de móveis e outros utensílios, principalmente cestos, para uso local e exportação. Quanto aos seus aspectos funcionais, podemos dividir a obra de vime em três categorias:
Obra leve - cestos para flores e pequenos objectos.
Obra média - cestos de vários formatos para uso doméstico, malas, caixas, etc...
Mobiliário - cadeiras, mesas, berços, etc.
Os artesãos põem toda a sua criatividade e talento de cesteiros na criação de um verdadeiro artesanato.A maior parte da obra de vime destina-se a exportação por encomenda, sendo bastante apreciada no estrangeiro nomeadamente Estados Unidos, Canadá, África do Sul, Itália, entre outros.
Trabalho elaborado por: 4 ever
Fonte de informação: http://guia-madeira.net/
Comments:
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Olá! O meu nome é António Amaral e sou da pequena Vila de Gonçalo,Guarda, berço da cestaria em portugal. Para acrescentar algo ao vosso trabalho, vou contar uma pequena história. Gonçalo é uma terra de artesãos cesteiros. No final do seculo XlX praticamente toda a população se dedicava á arte de entrelaçar o vime e a verga, fazendo cestos de muitas formas e tamanhos, adequados a uma utilidade domestica. Em meados de 1800 como tantos jovens Gonçalenses, Diogo partiu para a aventura. Leva consigo apenas o desejo de uma vida melhor e o seu oficio de cesteiro. Chegado a Lisboa as coisas não lhe correm de feição e tem de roubar para comer. Depressa foi preso na cadeia do limoeiro. Aí para matar os tempos de ócio e pagar alguns favores foi fazendo alguns cestos. A sua arte despertou a atenção de outros presos que a quiseram aprender. Diogo não se fez rogado e vestiu a pele de professor. De todos um se destacou pelo seu geito inato. Era um jovem madeirense da Camacha. Alguns anos volvidos e findo o cativeiro, o jovem madeirense regressou á sua terra natal e fez nascer também aí uma terra de artesãos cesteiros.
www.goncalocultural.blogspot.com
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